PIB da Alemanha evita recessão com impulso de construção e exportações

Notícias do Mercado

Notícias do Mercado

PIB da Alemanha evita recessão com impulso de construção e exportações

30/04/2024

Compartilhe:

A economia alemã evitou uma recessão no início do ano, crescendo mais do que o esperado graças ao setor de construção e às exportações, segundo dados preliminares divulgados nesta terça-feira (30).

 

A economia cresceu ligeiramente no primeiro trimestre, com alta de 0,2% do produto interno bruto (PIB) em relação aos três meses anteriores, em termos ajustados.

 

Analistas consultados pela Reuters haviam previam uma expansão de 0,1%.

 

O número acima do esperado não altera a opinião compartilhada pelos economistas de que os pontos fracos estruturais limitarão a recuperação da Alemanha.

 

“Em vez de uma recuperação, o que se vislumbra é apenas um crescimento limitado”, disse Alexander Krueger, economista-chefe do Hauck Aufhaeuser Lampe Privatbank.

 

Os dados do PIB desta terça-feira seguem indicadores de confiança mais fortes e um aumento na atividade desde o início do ano, observou Carsten Brzeski, chefe global de macro do ING.

 

“Além dos possíveis obstáculos cíclicos, os conhecidos pontos fracos estruturais da Alemanha não desaparecerão da noite para o dia e limitarão o ritmo de qualquer recuperação este ano”, disse Brzeski.

 

Revisões para baixo
O escritório de estatísticas revisou os dados do último trimestre do ano passado para mostrar uma contração de 0,5%, em vez da queda de 0,3% relatada anteriormente.

 

A economia alemã, a maior da Europa, foi a mais fraca entre seus pares da zona do euro no ano passado, uma vez que os altos custos de energia, as encomendas globais fracas e as taxas de juros altas, em nível recorde, cobraram seu preço.

 

Embora se espere que a inflação diminua este ano, a previsão é de que o crescimento permaneça relativamente fraco. Na semana passada, o governo alemão elevou sua previsão de crescimento econômico para este ano para 0,3%, de 0,2% anteriormente.

 

 

Fonte: Reuters
Extraído de InfoMoney

MAIS

Notíciais Relacionadas